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Entrevista - Pr. Renê Terranova

O baiano Renê de Araújo Terra Nova é um dos pioneiros no  Brasil no uso do MODELO DOS DOZE - um dos mais recentes  modelos de células, criado pelo pastor César  Castellanos, da Colômbia. Desde que implantou o novo sistema, a igreja que ele dirige em Manaus tem  experimentado um intenso crescimento. As últimas  estimativas mostram que o Ministério Internacional da  Restauração tem cerca de três mil células. Se alguém  quiser ver de perto um pouco do avivamento que está  acontecendo em Bogotá, na Colômbia, basta ir a Manaus.  

Em São Paulo, durante um dos muitos encontros sobre  células que participa, o pastor Renê recebeu a  reportagem da Videira para falar sobre o processo de  implantação do MODELO DOS DOZE, sobre os detalhes da  cobertura pastoral que ele recebe da Missão Carismática Internacional, na Colômbia, e das perspectivas de crescimento internacional de seu ministério.

Videira - Como foi o começo do seu ministério em Manaus?
 Renê - Sempre tive um ministério em células, muito embora a visão ainda não fosse tão ampla. Desde quando  era pastor em Recife, já tinha o ministério com células. Tinha um grupo de irmãos que se reunia toda segunda- feira, sob uma proposta de discipulado. Em Feira de Santana, cheguei a implantar alguns grupos familiares,  na época chamados grupos caseiros. Depois fui para  Manaus e, em minha casa, começei uma célula bem
 definida. Tendo um ministério com células, decidi que queria ter um ministério em células. Aí estabeleci de  fato a visão de grupos familiares e trabalhei com esses  irmãos um ano e dez meses, em Manaus.

Videira - Quando aconteceu a transformação para o ministério em células?
 Renê - Aconteceu quando nós tivemos uma experiência muito agradável com os grupos familiares. Inicialmente,  chegamos a estabelecer 12 grupos - a minha visão sempre
 foi a visão dos 12. Nós tínhamos esses 12 grupos  familiares que não podiam passar de 20 pessoas. Sabíamos  que esses grupos iam produzir um sucesso estrondoso, ma
 les apenas eram um prenúncio.  Posteriormente, pudemos realmente vislumbrar isso
 acontecendo. A própria estrutura dos grupos familiares começou a gerar outros grupos. Depois de usar, com adaptações, o modelo do pastor David Yonggi Cho, usamos o de Ralph Neighbour, também com algumas adaptações para  Manaus. Naquele momento, trouxemos de Santarém o pastor Maurício Fernandes de Castro para comandar as células, e delegamos a ele toda a autoridade para que continuasse os grupos familiares naquele modelo que nós já  experimentávamos - tudo sob a minha coordenação. O  pastor Maurício correu com essa visão e chegamos, em  quase dois anos, a pular de 12 para 130 grupos, nos  meados de 1997. Os grupos viraram uma "coqueluxe" - toda
 a igreja queria se envolver. Esse crescimento espantoso foi porque, durante vários anos, eu havia jogado tanta  semente no coração da igreja, sempre falando a respeito de grupos, que logo a coisa explodiu e rompeu. Eu estava  agradecido, porém insatisfeito, porque sabia que Deus  tinha mais para nós. Foi aí que Deus começou a me falar
 sobre o modelo dos 12, através de alguns irmãos que  tinham ido a Bogotá.

Videira - Como foi isso?
 Renê - Bem, a igreja estava decolando com os grupos  familiares. Naquela época, os grupos eram apenas células  de comunhão; não tínhamos nenhuma proposta para
 evangelismo. O evangelismo era feito nas reuniões da igreja e nós enviávamos os novos convertidos às células  para que tivessem comunhão. Naquela época, começou a
 nascer a necessidade do DISCIPULADO mais intenso, da  prestação de contas, do CARÁTER, do COMPROMISSO, da  SANTIDADE e da INTEGRIDADE. Eu já tinha algumas pessoas  comigo, que sempre foram fidedignas, mas, ainda faltava
 alguma coisa; eu sentia um vazio muito grande em relação  ao acompanhamento e comecei a regar esta necessidade em  oração e pedir a Deus uma direção, uma estratégia. Foi  quando o irmão Areovaldo, voltando da Colômbia, me disse: "Pastor eu vi uma igreja que é a sua cara e eu não Se preciso for, eu  pego o meu avião e o levo à Colômbia". Este irmão me falou com muito carinho a respeito do pastor César Castellanos. Confesso que, no início, tive um pouco de  resistência, porque receava que esse novo modelo pudesse  contaminar aquilo que Deus já havia nos dado. Temia que
o sucesso pudesse levar-nos a perder o que já tínhamos. E, logo depois, fui, como espia, a Bogotá; o Maurício - meu companheiro do grupo familiar - e a pastora Valnice  foram comigo.

Videira - Como foi estabelecer o MODELO DOS DOZE numa  igreja que já estava funcionando num outro modelo de  grupo?
 Renê - Foi fácil, porque a igreja sempre acreditou em  mim e naquilo que Deus falava comigo. Deus me deu uma  sabedoria muito grande para nunca usar a frase "mudança
 de visão". Sempre usava "ampliando a tenda e firmando a  estaca", como em Isaías 54: 1-3. Nunca disse que íamos  começar algo novo, mas ampliar o que já tínhamos. Houve
 muita credibilidade e essa palavra caiu como uma luva no nosso meio e toda a igreja a aceitou com alegria. Além de ir a Bogotá, levei os meus 12. Estes 12 eram pessoas
 de confiança do meu coração e sabia que Deus usaria muito mais a cada um deles. Eu os peguei numa fase  experimental e os levei a Bogotá, a fim de se submeterem a um Encontro. Confesso que, no início, tive um pouco de resistência, porque receava que este novo modelo - o G12 - pudesse contaminar aquilo que Deus já havia nos dado. Temia que o sucesso pudesse levar-nos a perder o que já tínhamos.

Videira - Esta foi a segunda vez que o senhor foi a  Bogotá?
 Renê - Isso. Nesta segunda vez, já levei meus 12 comigo; para quê? Para que, caso eles não cressem imediatamente  em mim, ao menos creriam naquilo que iriam ver ali, porque eu sabia que Deus iria falar com eles. E eu fiquei quieto, não lhes disse nada, precipitadamente,acerca de visão. De fato, eles ficaram impactados com o  que viram. Depois que voltamos, fizemos um Encontro, adaptado à nossa realidade. Então, levamos um ou 60 dias, nós contaminamos a igreja com a visão. Houve uma credibilidade muito forte e, como a igreja era aberta e sem vícios, aceitou tudo sem nenhuma dificuldade. E nós  implantamos o modelo dos 12.

Videira - Como foi esse processo de mudança?
 Renê - Sabemos que o MODELO DOS DOZE obedece a uma ordem sincronizada. Há o Pré-Encontro, o Encontro, o Pós- Encontro e a Escola de Líderes. Eu levei os líderes a um Pré-encontro, porque já o havia experimentado em Bogotá; depois a um Encontro, que também experimentara,  pessoalmente, em Bogotá; e a uma Escola de Líderes,  porque o pastor César Castellanos me passou toda a visão referente a ela, durante alguns dias em que estivemos  juntos. Em um tempo muito rápido, nos submetemos a toda essa seqüência. Como estes meus líderes já davam frutos, eu fiz com eles o Pré-Encontro em uma forma instantânea - em uma semana -, e o Encontro de três dias e a Escola de Líderes também de forma intensiva. Para aquilo que levaria 9 meses, gastamos 30 dias.

Videira - Isso com os seus 12?
 Renê - Isso, com meus 12. Depois que alcançamos os 144, fiz o mesmo com estes: os levei ao Encontro e os capacitei como líderes. Quando cheguei aos 1.728, repeti o processo. Então entramos nas gerações: primeira  geração, de 12; segunda geração, de 144; terceira geração, de 1.728; culminando com a geração de 20.736.
 Todos os primários - até os 144 meus e os 144 da minha esposa - passaram por um curso intensivo, pois tínhamos  pressa com a visão. O pastor César Castellanos havia
 liberado uma palavra profética sobre a minha vida em Bogotá. Ele disse: "Obterás, a cada mês, frutos correspondentes a um ano de trabalho e cada ano no teu ministério valerá por 12". Eu tinha pressa e pedia a  Deus sabedoria e Ele de fato a trouxe. Nesse intensivo, o que tinha recebido passei para os líderes com fidelidade e, até hoje, continuo reciclando-os pelo menos uma vez por semana e tendo, a cada mês, uma reunião formal para solidificar a visão. Além disso, a o Encontro e o Pós- Encontro foram estabelecidos. Um mês para o Pré- Encontro, um final de semana de três dias para o
 Encontro, um mês para o Pós-Encontro e 9 meses para a Escola de Líderes. Entretanto, aquelas pessoas que a gente vê que se despontam na liderança de forma mais rápida e que estão dando frutos, nós as submetemos a  intensivos, para que a visão corra e elas desatem essa  unção de uma forma mais rápida.

Videira - A pastora Valnice começou o MODELO DOS DOZE de uma maneira inversa. Ao invés de começar com os 12, estabeleceu primeiro células de evangelismo. O que o senhor acha disso?
 Renê - A pastora Valnice tinha um ponto à minha frente em relação à visão. Ela não tinha nenhum grupo familiar e estava querendo implantá-los, quando aderiu ao MODELO  DOS DOZE. Quando ela foi a Bogotá, nada a impedia de começar segundo o modelo colombiano. Por outro lado, eu tinha que fazer uma transição, a partir daquilo que já tinha. O que eu fiz: capacitei logo os meus 12, porque não precisei orar pelos meus três, porque já os tinha. Os meus grupos familiares, quando fui a Bogotá, não eram
 grupos de insucesso, de falência, caducados, desistidos ou problemáticos. Eles eram grupos de sucesso, como ainda o são até hoje. Eu não fui a Bogotá em meio a um
 descrédito ministerial, buscando inovação porque o que tinha não funcionava. Fui justamente para melhorar e ampliar a visão. Então eu já tinha a minha equipe, as
 pessoas de crédito - aqueles que fariam com que de fato a visão corresse -, como sempre diz o pastor César: "Mais veloz que a corça, voando mais rápido que a
 águia, e sendo lançado como flecha polida" (a expressão em itálico é por minha conta). Então, o que me diferenciou da pastora Valnice é que ela estava implantando a visão e eu estava em fase de transição.

Videira - O senhor se colocou, recentemente, sob a cobertura do pastor César Castellanos. Na prática, qual  a implicação desse relacionamento de cobertura?
 Renê - Em primeiro lugar, passei sete cobertura de um pastor. Cheguei até mesmo a fazer contatos com alguns, na intenção de que eles fossem os  meus pastores e me dessem cobertura. Certa vez, fui a dois pastores pedir conselho e abrir meu coração e dizer que queria a cobertura deles. Eles, então, pediram a mim o mesmo que eu desejava deles. Naquele dia, me senti o pastor mais frustrado do mundo, porque apascentava vidas e não estava sendo apascentado. Por isso, tive que criar um conselho na igreja, para poder abrir o meu coração, para me sentir seguro. Expus, com muita segurança, minha  vida para as minhas ovelhas, certo de que elas estavam maduras para me ajudar, como de fato estavam. Mas eu  queria algo mais, alguém que estivesse com uma unção
 acima da minha, não como ovelha, mas como pastor. E quando cheguei à Colômbia e vi o pastor César Castellanos, decidi que ele seria o meu pastor, mesmo que ele não me quisesse como ovelha. Quando fiz o primeiro contato, ele me recebeu com tanta alegria e me ouviu por horas a fio. Contei-lhe a minha vida e, só por me ouvir, me abençoou muito. Como se não bastasse, me  trouxe palavras de alento, de conforto e de segurança.  Antes, as pessoas me perguntavam: "Vocês estão ligados a quem?" E eu me sentia, às vezes, confrontado com esta pergunta, porque não tinha uma resposta segura. Hoje  não; essa cobertura me dá segurança e credibilidade. A decisão da cobertura foi publicada em edital, na igreja local em Bogotá, e eu fui recebido em assembléia, numa
 convenção. Essa aliança tem algumas implicações e todas  me deixam muito tranqüilo. Eu presto contas, voluntariamente; esta é uma boa implicação - sempre que  presto contas ao pastor César, vejo retorno. A visão do pastor César Castellanos não exigiu que eu mudasse o  nome da igreja para Missão Carismática Internacional, mas continuei como Ministério Internacional da Restauração. O mais notável e honroso nisso tudo é que o pastor César Castellanos me recebeu com o nome que eu tinha e ele me abençoou muito e isso seguro em relação à visão, porque a visão não é o nome,mas é a identidade, e nós temos a identidade.

Videira - Com relação ao futuro, o que vocês esperam?
 Renê - Antes tinha uma visão limitada apenas para  Manaus, mas hoje a própria visão diz, firmada em Salmo 2:8, que é de Manaus até aos confins da Terra. Hoje não estamos apenas em Manaus, estamos em muitos lugares do Brasil e em alguns do mundo. Já temos células em  Jerusalém, onde plantamos um missionário de tempo integral, sob a visão dos 12; e algumas portas estão se  nos abrindo na Europa e nos Estados Unidos. Então, já  extrapolamos os limites de Manaus, do Amazonas, e do Brasil.

Videira - O senhor crê que estamos à beira de um avivamento em escala global?
 Renê - O Brasil ainda não está em avivamento; estamos  vivendo tempos como se fossem dias de avivamento. No   entanto, temos crido que Deus está liberando uma unção  sobre a nação; porém, antes que o avivamento venha, tem  que vir a santidade. Deus está santificando a Igreja. Nós nunca ouvimos tanto sobre santidade, caráter,
 integridade e compromisso, como nestes últimos dias.  Para a nuvem de avivamento jorrar sobre nós, primeiro  tem que haver uma chuva de santidade. E, graças a Deus,
 hoje nós vemos centenas de líderes que estão se reconvertendo aos princípios básicos do Evangelho. Creio  que, por meio dessa intensa busca de caráter, o avivamento virá, de uma forma muito saudável, para a  nossa nação.

Videira - Quando vocês dizem que têm duas mil células, vocês incluem as de evangelismo e as de 12?
 Renê - Sim. No início, crescíamos numa velocidade  vertiginosa e a multiplicação acontecia a cada três  meses, o que ainda era insuficiente para conter o número de pessoas que chegavam, cada vez maior - chegamos a ter  células com 80 pessoas, o que sabemos ser inviável. Começamos, então, a levantar e treinar novos líderes, dirigentes e auxiliares, em cursos intensivos, para suprir a carência de multiplicação rápida. Hoje,
 atingimos as duas mil pessoas
 Hoje, minha esposa está correndo, não mais atrás de mim, mas ao meu lado. O ministério das mulheres na igreja  cresceu muito; na verdade, ela tem mais discípulos que
 eu. Ela aconselha, acompanha e derrama da vida de Deus sobre as suas discípulas.


Videira - A impressão que se tem, indo a Manaus, é de que há um ênfase muito mais forte nos grupos de 12 do que nas células de evangelismo. É só uma impressão?
 Renê - Nós trabalhamos por metas e momentos. Houve um momento em que devíamos falar muito dos grupos de 12, porque os estávamos implantando e tínhamos que trabalhar
 em cima disso. Havia uma meta de 6 meses e tivemos êxito num tempo muito menor. Vendo o sucesso das células de 12, nós recobramos as energias para os grupos de
 evangelismo. Hoje, ambos têm o seu lugar e espaço. Os dois seguem crescendo - o MODELO DOS DOZE na edificação e Discipulado, e o grupo de evangelismo na multiplicação.

Videira - Qual é o papel da sua esposa no MODELO DOS DOZE?
 Renê - A minha esposa tem, em termos de autoridade, a  mesma unção que eu. O meu ministério só cresceu quando ela se envolveu mais intensamente. Antes, ela sempre se
 dedicara às crianças, ministrando cursos para líderes de ministério. Depois de ir comigo à Bogotá, levando consigo as suas 12 - as esposas dos meus 12 -, ela me acompanhou na visão, com um novo prazer e alegria. Hoje, minha esposa está correndo, não mais atrás de mim, mas ao meu lado. O ministério das mulheres na igreja cresceu  muito; na verdade, ela tem mais discípulos que eu. Ela  aconselha, acompanha e derrama da vida de Deus sobre as  suas discípulas, ministra em todos os Encontros de mulheres e passa essa unção com muita segurança. Hoje, ela está 100% ao meu lado, na visão. O que essa visão  trouxe também foi o resgate da unção familiar - todos, em minha família, estamos envolvidos no mesmo propósito.

 http://www.mir.org.br

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